\n'; document.write(barra); } } changePage();
RECONSTRUIR O CENTRO
Um plano para resgate do interesse público na área central da cidade estabelecendo objetivos e diretrizes que permitem articular cada intervenção de pequeno ou de grande porte as metas estabelecidas pelo governo de Reconstrução.
QUAL CENTRO
O território
O PLANO RECONSTRUIR O CENTRO tem como ponto de partida a dinâmica existente no território da Administração Regional da SÉ, ou seja, o Centro Velho (distrito Sé), o Centro Novo (distrito República) e o conjunto de bairros centrais que integram os distritos Bom Retiro, Santa Cecília, Pari, Brás, Cambuci, Liberdade, Bela Vista e Consolação.
Trata-se de um território particular da cidade de São Paulo, por seu papel na história, pela mistura de usos nele presentes. pela vitalidade e importância das atividades nele instaladas para a economia paulistana, assim como pelos graves problemas sociais nele presentes. Trata-se, também, de um dos territórios mais democráticos da cidade, pela diversidade de grupos sociais que dele se utilizam.
A inclusão social
O PLANO RECONSTRUIR O CENTRO enfrenta o desafio de realizar uma política urbana com inclusão social. Uma política urbana que, ao mesmo tempo, potencializa os aspectos positivos que caracterizam a centralidade de São Paulo e constrói soluções para a população excluída dos direitos de cidadania presentes no Centro: duas faces de um processo socialmente construído ao longo de mais de um século.
A gestão pública
O PLANO RECONSTRUIR O CENTRO reflete a determinação do Governo de Reconstrução assumir a responsabilidade do poder público na gestão do espaço urbano, sempre sobrepondo o interesse público aos interesses particulares. É o resultado do trabalho conjunto de representantes das secretarias e empresas da administração municipal. Incorpora propostas, sugestões e demandas já encaminhadas por diversos setores da sociedade, ao mesmo tempo que convida suas organizações - associações, ações locais, movimentos populares - a participar do debate e compartilhar dessa gestão.
A DINÂMICA DA REGIÃO
ORIGENS
A população moradora nos limites da ARSÉ totaliza mais de 400 mil habitantes. Desde o final do século XIX, os moradores dos bairros centrais se constituem, em grande parte, por fluxos sucessivos de migrantes portugueses, italianos, judeus, árabes, armênios, japoneses, coreanos, bolivianos, e nordestinos que, há mais de um século vêm imprimindo aos bairros traços de suas culturas e tradições.
ACESSIBILIDADE
Circulam diariamente pelo Centro Velho, Centro Novo e bairros centrais mais de 2 milhões de pessoas vindas de todos os pontos da cidade, da Região Metropolitana e de outros estados. É a região da cidade com maior acessibilidade por transporte público, seja através de transporte por trilhos, com 17 estações de Metrô e 3 estações ferroviárias - Luz, Julio Prestes e Roosevelt-, seja através de mais de 250 linhas de ônibus.
Quase 80% da população que chega ao Centro Velho e Centro Novo diariamente, o faz através de transporte coletivo.
TRABALHO
Na região da SÉ concentram-se mais de 600 mil empregos. Há uma intensa atividade econômica no centro financeiro e um significativo turismo de negócios. O comércio se concentra nos distritos Sé e República assim como nos centros de comércio varejista, atacadista e de serviços especializados situados em vários bairros centrais como é o caso do Brás, Bom Retiro, Pari e Bela Vista, ou em vias como na avenida Duque de Caxias e nas ruas São Caetano, Paula Souza e Florêncio de Abreu, entre outras.
Este conjunto representa um em cada 3 empregos em serviços e um de cada 5 empregos no comércio do total de empregos da cidade de São Paulo. O conjunto de atividades ligadas ao campo jurídico - a começar pela histórica Faculdade de Direito da USP - leva para a região central a presença significativa de profissionais e escritórios de advocacia. Devido a concentração de hospitais, também muitos profissionais da saúde circulam pelo centro.
MORADIA
Muita gente vive em moradias alugadas. Enquanto no conjunto da cidade os domicílios alugados representam apenas 29% do total, nos bairros centrais eles são mais de 54%.
Existe também no Centro uma grande concentração de cortiços, habitados por famílias de baixa renda e sem condições de fazer contratos de aluguel por falta de trabalho formal. Em sua maioria são pessoas que usam o transporte coletivo ou vão a pé para o trabalho.
Muita gente não tem carro. Enquanto no conjunto da cidade, 48,4% das pessoas não têm carro, nos bairros centrais esse número chega a 65% (pesquisa Origem e Destino, Metrô, 1997).
A proximidade aos locais de trabalho também constitui vantagem para outros grupos sociais que moram no centro. Enquanto na cidade de São Paulo a taxa de motorização média é de mais de 1 carro para menos de 2 habitantes, nos bairros centrais, esta relação é de 1 carro para cada 3 habitantes .
Diferentemente das demais regiões da cidade, marcados pela segregação, no território central convive um amplo leque de grupos sociais
EXCLUSÃO SOCIAL
Nesta região de São Paulo se manifestam de forma mais contundente as repercussões das injustiças sociais e do processo de desregulamentação da economia e precarização das relações de trabalho.
Dos 8.000 moradores de rua identificados na pesquisa realizada pela FIPE/SAS, 5000 estão na região central. Estes números se explicam porque a região central é a que mais oferece alternativas de renda, como, por exemplo, a grande quantidade de papelão e latas para a reciclagem disponíveis no lixo.
A área é também ocupada por milhares de vendedores do comércio informal que disputam principalmente os transeuntes do Centro Velho, Centro Novo e Largo da Concórdia, mas barracas e vendedores se distribuem por todas as vias que apresentam um fluxo intenso de pedestres e concentração de estabelecimentos comerciais, além das proximidades das escolas, hospitais, estações e pontos de ônibus.
VIOLÊNCIA
A ilegalidade, a contravenção e o crime organizado também disputam o centro da cidade. Há indícios de que a área se presta a "desova" de contrabando e carga roubada bem como ao tráfico de drogas. Muitos roubos e furtos são registrados contribuindo para disseminar uma imagem de violência desproporcional à realidade.
UMA REGIÃO SUBUTILIZADA
Entre 1980 e 1996, segundo o IBGE, os distritos que compõem a regional da Sé perderam população e têm hoje uma densidade populacional muito baixa, enquanto nas periferias da zona sul e da zona leste a população e a densidade aumentaram significativamente.
Não tem havido interesse dos promotores imobiliários, nem mesmo das cooperativas classistas, em oferecer apartamentos no centro, apesar de estímulos dados pelas operações urbanas. Além do grande número de imóveis de grandes dimensões inteiramente desocupados, dos prédios comerciais e dos escritórios vazios, quase 40 mil residências estão desocupadas.
ESPAÇOS DE CULTURA, LAZER, EDUCAÇÃO, E REPRESENTAÇÃO
Na região central se encontra um número significativo de espaços públicos e privados destinados a atividades culturais e educativas como cinemas e teatros; museus e bibliotecas. O grande número de faculdades, cursinhos e colégios traz para o centro estudantes de todos os bairros da cidade e da grande São Paulo. A esmagadora maioria das instituições representativas de profissionais, sindicatos e centrais de trabalhadores bem como associações de empresários está localizada na área central, reforçando a marca agregadora da região.
PATRIMÔNIO
A história da cidade se revela na ARSË através da convivência de diferentes tipologias de edifícios que constituem seu patrimônio arquitetônico, cultural e urbanístico: casas geminadas e vilas operárias, que testemunham o arranque da industrialização do final do século XIX, edifícios monumentais das primeiras décadas do século XX que expressam a desconstrução da cidade colonial, e edifícios modernistas construídos nos anos 50 e 60 - de escritórios, de galerias comerciais, de moradias, e, em especial, de "kitchenettes" - que se configuram como expressão do processo de metropolização. Além disso, a presença de uma variedade de espaços públicos - praças, parques, estádios - alguns emblemáticos na história política brasileira- confere à região da Sé o estatuto de espaço potencial de vida coletiva e de expressão da cidadania.
O LEGADO
Há quatro décadas que a área central deixou de ser prioridade dos investimentos imobiliários e tem recebido pouca ou nenhuma atenção de quase todos os governos. Não há nenhum histórico de conservação das galerias e do sub-solo como um todo. Ao mesmo tempo as calçadas foram totalmente retalhadas. Especialmente nos últimos anos o centro de São Paulo foi palco de uma vandalização sem precedentes que submeteu o espaço público a ocupação comandada pela desorganização, a ilegalidade e a corrupção. O complemento desse processo foi a destruição das condições para a manutenção cotidiana, através do sucateamento de máquinas, instalações, equipamentos e o abandono dos recursos humanos da Administração Regional da Sé.
RECONSTRUIR O CENTRO: reconstruir a cidade e a cidadania.
OBJETIVOS DO PLANO
DIRETRIZES DE GESTÃO
Outros níveis de governo, organismos internacionais, governos de outros países, iniciativa privada, instituições públicas (Universidades, Fundações, Entidades de Classe) ONGs e organizações comunitárias
CONCRETIZAÇÃO DO PLANO RECONSTRUIR O CENTRO:
Programas que agrupam e compatibilizam ações e recursos sob a responsabilidade de diferentes órgãos da administração municipal;
Articulação das políticas setoriais municipais e de outros níveis de governo
Intervenção em grandes áreas desocupadas ou ocupadas por usos inadequados
Adequação da legislação urbanística para garantir o caráter público do espaço público e viabilizar novos investimentos adequados às características e potencialidades do território da AR-SÉ;
PLANO RECONSTRUIR O CENTRO
PROGRAMAS
ANDAR NO CENTRO
Objetivo
: melhorar as condições de circulação de pedestres e veículos;Beneficia mais de 2 milhões de pessoas presentes diariamente no Centro Velho, no Centro Novo e nos bairros Centrais;
Atinge todos os usuários: moradores, trabalhadores, estudantes, turistas e demais transeuntes.
É essencial para o sucesso dos demais programas.
Espaço do pedestre:
Orientação ao pedestre e ao usuário de transporte coletivo
Lixo
Conforto do pedestre
Reestruturação da circulação de veículos
Melhorias viárias e subsolo:
REVISÃO DA LEGISLAÇÃO
PILOTO: Um esforço concentrado de todos os níveis de governo em conjunto com a sociedade será feito para exemplificar o resultado decorrente deste programa no quadrilátero compreendido entre as ruas Sete de Abril, Conselheiro Crispiniano, Av. São João e Av. Ipiranga.
EIXOS DE REABILITAÇÃO: (indicados no mapa) Retomada da experiência do eixo Sé Arouche (1990) em diversos eixos a partir da manifestação de empreendedores particulares dispostos a investir na recuperação de edifícios privados e espaços públicos, ordenação da publicidade nos edifícios e do mobiliário urbano, e demais itens deste programa.
CORREDOR CULTURAL: O projeto previsto pela EMURB deve incorporar os itens apontados pelo programa Andar no Centro
MORAR NO CENTRO
OBJETIVO: Melhorar a qualidade de vida dos habitantes do centro e trazer outros moradores para a região. A demanda natural pela novas moradias é formada por pessoas que trabalham no Centro, que apreciam a diversidade funcional e social que o centro apresenta e que são usuárias do transporte coletivo.
Produção de unidades habitacionais por construção de novos prédios ou reforma de prédios vazios. Existem linhas de financiamento para faixas de renda baixa e média. O atendimento à população cortiçada poderá ser feito com essas linhas e formas de subsídio a serem implementadas com recursos municipais.
Perímetros de reabilitação integrada do habitat (PRIH) - áreas delimitadas em bairros centrais, compreendendo um conjunto de quadras com concentração de moradias precárias, onde haverá intervenções integradas de produção habitacional, melhoria das condições de cortiços, reabilitação do patrimônio, criação e requalificação de equipamentos e áreas verdes, melhoria e criação de espaços para atividades econômicas.
O processo de definição dos primeiros perímetros está em andamento, a partir de discussões com movimentos populares e agentes financeiros.
Outras intervenções:
PROJETOS PREVISTOS
REVISÃO DA LEGISLAÇÃO
Adequação do conjunto da legislação urbanística e edilícia, tratando de retirar os elementos que entravem a produção habitacional e introduzindo outros que estimulem essa produção e permitam controlar os preços imobiliários.
Algumas alterações poderão ser obtidas por decreto ou por mudança na forma de aplicação da Lei; outras dependerão de alteração legal, inclusive do Plano Diretor. Entre elas:
TRABALHAR NO CENTRO
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
Melhoria e ampliação das atividades:
Comércio Ambulante
Capacitação e inclusão de moradores de rua:
DESCOBRIR O CENTRO
OBJETIVO: Ampliar o tempo de permanência dos usuários do centro nos períodos após o horário comercial e em fins de semana e feriados, e atrair turistas e a população em geral para atividades de cultura, gastronomia, turismo e recreação.
Tem como público-alvo as pessoas presentes no centro velho, centro novo e bairros centrais diariamente - moradores, trabalhadores, turistas, estudantes e demais transeuntes -assim como a população metropolitana não habituada a freqüentar o centro.
Otimização da infra-estrutura de turismo, cultura e recreação
Valorização da identidade histórica
Cultura, Lazer e Recreação: fim de tarde e fim de semana no centro
REVISÃO DA LEGISLAÇÃO
Escalonamento de horários de funcionamento do comércio e serviços
PRESERVAR O CENTRO
Objetivo: recuperar as feições das ruas, praças, largos e edifícios de diversas épocas que contam a história da formação do centro e da cidade. Devolver ao cidadão a possibilidade de sentir-se parte dessa história. Reconhecer-se e participar.
Preservação, Restauro e Recuperação de espaços e edifícios de interesse histórico
Educação Patrimonial
Revisão da Legislação
INVESTIR NO CENTRO
Objetivo: atrair investimentos viabilizando intervenções de grande porte para transformação urbanística de grandes áreas seguindo as diretrizes de uso e ocupação do solo que garantam os objetivos deste plano. A implantação dos projetos deverá ser monitorada de modo a evitar impactos sócio econômicos negativos. As intervenções destinam-se a interferir no estoque constituído pelas seguintes áreas:
Favela do Gato Remoção da população moradora na área da foz do rio Tamanduateí em função da precariedade da habitação em área de alto risco (a favela se encontra sobre tubulações de gás, além de se constituir em área inundável e com alto grau de insalubridade). Devolução dessa área para manutenção da permeabilidade do solo e sua integração com futuro parque urbano norte. Utilização das áreas públicas e privadas do entorno para nova localização de moradia e serviços, proporcionando uma extensa faixa com melhores padrões urbanísticos para o bairro do Bom Retiro ao longo da via local da Marginal, a avenida Castelo Branco -Estímulo à ocupação de uso residencial -Novas funções às áreas públicas não edificadas, através de novos significados urbanos. Integração das áreas remanescentes do sistema viário (Marginal Tietê) e a retificação do rio Tamanduateí ao Parque Público Norte, hoje parcialmente ocupado pelo Estádio Municipal de Basebol
Orla ferroviária e Pátio do Pari Integração dos 16 hectares do antigo pátio ferroviário à cidade, buscando disponibilizar espaços públicos e promover usos diversificados, como comércio especializado, serviços, usos institucionais, habitação, etc. O Pátio tem potencial como polo de integração do transporte público sobre trilhos . A incorporação da área do Pátio do Pari e da faixa da orla ferroviária ao tecido urbano possibilita romper a histórica barreira entre o centro e a zona leste da cidade.
Parque Dom Pedro II Recuperação da área devolvendo a ela as suas características de parque urbano, muito prejudicadas pela degradação provocada pelas obras viárias, terminais de onibus, poluição do rio Tamanduateí.
A requalificação da antiga Várzea do Carmo enquanto espaço significativo para a cidade está ligada a transformações nas áreas do entorno, edificadas ou não edificadas, a saber:
CUIDAR DO CENTRO
Objetivo: restabelecer no âmbito da AR-SÉ as condições para garantir a manutenção da área central em consonância com o plano e compartilhar os cuidados com a sociedade
Recursos:
Viabilizar os recursos para equipar a Administração Regional da Sé: significa adequar as instalações, máquinas e equipamentos para garantir o socorro imediato e implementar a manutenção preventiva da área central
Distritos:
Criar condições para inserir todos os distritos nos programas do Plano. Organizar a participação de representantes de cada um dos distritos para interferir nos roteiros da limpeza, varrição, coleta de lixo, tapa buracos e outras intervenções de manutenção.
Estruturar programas especiais com outras ARs, começando pela articulação das Regionais da SÉ, Pinheiros e Vila Mariana para cuidar em conjunto da Avenida Paulista.
Impacto na vizinhança:
Analisar em conjunto com os empreendedores e os munícipes atingidos, as alterações na dinâmica do entorno decorrentes de mudanças de uso em imóveis isolados de modo a impedir que provoquem ou agravem problemas de trânsito, ruído, sujeira, circulação de pedestres e sociabilidade do entorno.
Posturas Urbanas
Desenvolver um programa de orientação sobre posturas urbanas - a Escola de Cidadania Urbana - que vai elaborar e editar o Manual de Posturas Urbanas e Instituir um Selo a ser atribuído aos estabelecimentos que cumprirem as normas referentes a uso e ocupação do solo, coleta do lixo, cuidados com a calçada, preservação e outros itens a serem definidos no âmbito do Procentro. O Manual de Postura Urbanas será divulgado mediante convênios firmados pela Escola com os meios de comunicação, as Universidades, as escolas de 1º e 2º grau, a Câmara Municipal, as organizações profissionais interessadas, os institutos técnicos, as organizações de moradores, os CONSEG's, as ONGs e todo e qualquer agrupamento que se disponha a compartilhar esse trabalho.
GOVERNAR O CENTRO
Colocar o interesse público acima de qualquer outro e criar mecanismos de gestão democrática para implementar as propostas do Plano
Perímetro do Plano
A área da ARSÉ e o Procentro atuam no mesmo perímetro
Execução do Plano
Até a criação da Subprefeitura, a AR-SÉ e o Procentro respondem pela execução do Plano para:
Revisão da Legislação
Promover análises e propostas para as revisões previstas no Plano
COMPARTILHAR O PLANO:
Sugestões para aprimoramento e implementação dos programas propostos neste plano devem ser encaminhadas até o dia 12 de junho no gabinete da Administração Regional da SÉ.